#DeixaAMeninaJogar: quem encoraja as Martas do futuro?
Publicado em: 02.06.2019Rafaela Silva, Marta Vieira da Silva, Ana Moser, Maria Lenk, Serena Williams. Sua criança reconhece esses nomes? Se não, por quê? Se sim, será que ela compreende o que significam, querem transformá-las em ídolos, ou vibram de curiosidade para saber mais sobre eles? Representatividade das mulheres no esporte também é assunto de criança. Em parceria com o Nós, Mulheres da Periferia e a Think Olga, o Lunetas preparou este especial sobre meninas no esporte, um apoio à campanha #DeixaAMeninaJogar
O objetivo é debater sobre os referenciais que as mulheres recebem, desde a infância, sobre a presença feminina no universo esportivo. Quais são os ídolos que contribuímos para formar, e por que alguns têm mais prestígio que outros?
Falamos sobre a importância do esporte no desenvolvimento das crianças, abordamos a questão do gênero no esporte a partir de uma perspectiva histórica e social, mapeamos perfis de pessoas e projetos que incentivam a participação feminina no esporte, e trouxemos experiências em vídeo das próprias meninas contando sua experiência no jogo. Navegue pelos nossos conteúdos, e nos ajude a espalhar o desejo de conversar sobre isso na rua, em casa, na escola e no campo.
Meninas no esporte: #DeixaAMeninaJogar
Para nos ajudar nesta campanha, contamos com a parceria de uma das maiores atletas do Brasil, Daiane dos Santos. Ela foi a primeira ginasta brasileira a ganhar uma medalha de ouro no Campeonato Mundial. Hoje, é gestora do projeto Brasileirinhos, que oferece aulas de iniciação à ginástica olímpica para crianças e adolescentes de seis a 17 anos no CEU (Centro de Educação Unificada) Paraisópolis, zona sul de São Paulo. Na entrevista ela conta sobre sua infância como ginasta, fala sobre a importância do esporte para as crianças e os impeditivos de gênero para que as meninas sejam quem elas quiserem,
“A persistência e a força de outras pessoas foi meu diferencial. A todo momento tive pessoas que acreditaram em mim. Não é fácil, mas não tem melhor recompensa do que ver que você chegou no seu objetivo”, relembra a atleta, que começou a treinar por iniciativa de uma professora.
O esporte pra mim é um jeito de mostrar o que eu tenho de melhor – como ser humano, como atleta, como mulher”, diz Daiane dos Santos.
Igualdade de acesso ao esporte
Nossa motivação para falar do tema é a Copa do Mundo de Futebol Feminino, que começa no dia 7 de junho. Será a primeira transmissão da competição em TV aberta no Brasil, um marco para a trajetória das mulheres no esporte. Mas e as crianças, como elas percebem esse fenômeno? O que pensam ao ver um ícone mundial como Marta em campo e mesmo assim se perguntar: “Quem é ela?”. Qual o papel de todos e de cada um para naturalizar a presença das mulheres nas práticas esportivas desde a infância?
Entendendo a infância como período de formar e fortalecer as bases de identidade de um sujeito, queremos promover um debate saudável sobre igualdade de acesso e oportunidades para que meninas e meninos possam descobrir suas potências. Explorar e descobrir possibilidades de ser deve ser um direito de todas e todos, sem distinção de gênero, raça ou classe social.
Junte-se a nós na campanha #DeixaAMeninaJogar. Utilize as hashtags nas redes para mapear e espalhar o nosso conteúdo. Dentro ou fora das quadras, lugar de menina é onde ela quiser.