Cariocas criam parque acessível para crianças com deficiência

Projeto de inclusão social desenvolvido por três adolescentes cariocas inaugura o primeiro parque na Barra da Tijuca

Publicado em 28.09.2020
Imagem de dois meninos brancos caminhando em um campo: um deles está em cadeira de rodas e é empurrado pelo outro menino. Ambos sorriem. Texto sobre parque acessível
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Resumo reportagem

Jovens cariocas criaram um parque adaptado para crianças com deficiência na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O objetivo é democratizar o lazer para crianças com deficiência.

Cláudio Palhares e João Roberto Duque Estrada, ambos de 17 anos, e Luiza Ourivio, 18, três adolescentes cariocas, criaram um parque acessível na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, com o objetivo de democratizar o lazer para crianças com deficiência.

O parque piloto é uma iniciativa da AdaptaRio, projeto social criado pelos jovens que sonham em construir parques acessíveis em todos os cantos da cidade – e expandir o projeto a outros municípios. O parquinho foi construído inteiramente a partir de doações, em parceria com a ONG One by One, voltada à inclusão de pessoas com deficiência e em vulnerabilidade social.

Como montar um parque acessível?

O processo de planejamento dos parques passa por cinco passos:

  • Pesquisa e escolha do local do parque com manutenção acessível
  • Arrecadação de fundos
  • Aprovação da prefeitura
  • Escolha final do brinquedo e transporte
  • Instalação e inauguração

O projeto agora busca arrecadar fundos para expandir os parquinhos em outros lugares do Rio de Janeiro, por meio de financiamento coletivo, parcerias e eventos.

Outras iniciativas de lazer para todos

Em São Paulo, o projeto Alpapato – Anna Laura Parques Para Todos – também desenvolve parques acessíveis com financiamento próprio, utilizando recursos lúdicos, integração e desafios para que crianças com e sem deficiência possam compartilhar brincadeiras.

Dessa forma, crianças com mobilidade reduzida ou alterações sensoriais e intelectuais têm a oportunidade de brincar de forma segura e ampliar experiências motoras e cognitivas.

O projeto foi criado em Rodolfo Henrique Fischer e o nome da ONG é uma homenagem à sua filha Anna Laura, que morreu precocemente aos quatro anos de idade. 

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